
Nascido em Viena, a 13 de setembro de 1874, Arnold Franz Walter Schöenberg, de uma família de judeus ortodoxos, numa Europa declaradamente anti-semita. Compositor autodidata, se identificou primeiro com a escola alemã, denominada Expressionismo, que compactuava com as idéias de Sigmund Freud. Das observações ao interior do ser humano, seus sonhos e absurdos, ao inconsciente. Em 1909 compõe aquela que seria a primeira obra dodecafônica da história da música, suas Três Peças para Piano, Opus 11. Diferente de seus comtemporâneos, Stravinski e Bártok, não alcança a fama por se considerar sua música muito violenta, muito fora dos padrões. Porém, deixa dois importantes seguidores: Alban Berg e Anton Webern. Este último iria revolucionar de vez a música no ocidente, sendo considerado mesmo um dos precursores da Música Contemporânea do pós-Guerra.
Com a ascensão do nazismo, é obrigado a mudar-se para os Estados Unidos, onde passa momentos difíceis. Sua obra é radicalmente alterada pela ditadura da liberdade americana. Lá faz mais alguns importantes discípulos, como o compositor John Cage, aliás a quem o mestre vienense profetizará que jamais iria se tornar um compositor, por suas dificuldades técnicas em entender certos conceitos musicais. Morreu em 1951, pouco conhecido e com muitas obras inacabadas.
Pierrot Lunaire
Com a ascensão do nazismo, é obrigado a mudar-se para os Estados Unidos, onde passa momentos difíceis. Sua obra é radicalmente alterada pela ditadura da liberdade americana. Lá faz mais alguns importantes discípulos, como o compositor John Cage, aliás a quem o mestre vienense profetizará que jamais iria se tornar um compositor, por suas dificuldades técnicas em entender certos conceitos musicais. Morreu em 1951, pouco conhecido e com muitas obras inacabadas.
Pierrot Lunaire
Três vezes sete poemas do 'Pierrot Lunaire', o "Pierrot lunático", Op. 21, é um ciclo de canções faita com base num conjunto selecionado de 21 poemas da tradução alemão realizada por Erich Hartleben do ciclo de poemas homônimo escrito por Albert Giraud. A obra estreou no Berlin Choralion-saal em 16 de outubro de 1912, com Albertine Zehme como vocalista.
Composta para solista soprano e orquestra canta os poemas em Sprechstimme, uma espécie de versão vocal ao atonalismo de Schöenberg.
A presente versão é uma gravação do final dos anos 90 da Deutsch Grammophon, regida pelo maestro e compositor francês, Pierra Boulez.

Um comentário:
Por favor, cheque suas informações sobre a existência de uma escola alemã chamada "Expressionimo" e sobre isso que os grandes manuais de história da arte chamam de "expressionismo alemão" se era mesmo um grupo que queria mostrar as imagens do inconsciente como Freud estipulava, como afirma em seu texto. Acho que você misturou um pouco os dados...
Postar um comentário